Coluna Luiz Nardelli

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terça-feira, 31 de julho de 2012

DEBATE PREFEITURÁVEIS DE CASCAVEL 2012

Debate dos prefeituráveis
O primeiro debate entre os prefeituráveis de Cascavel mostrou o que todos já esperavam: candidatos pisando em ovos para não se comprometerem. Na concepção da palavra, debate significa “ação de discutir uma questão; discussão, polêmica, demonstrar conhecimento do assunto; altercação, contenda, controvérsia, litígio, contestação”. Nada disso vimos no debate da última quinta-feira, à noite. 
 
 
O macaco no céu I
Acompanhe uma história curta que demonstra o que é algumas candidaturas postas em Cascavel neste pleito: O macaco no céu bagunçava tudo, até que um dia elegeram um representante para ir até ‘Deus’ para resolver a situação. “Deus, ninguém aguenta o macaco, ele quer ‘comer’ todo mundo”. Deus disse: “capa o macaco”. Assim o fizeram.
 
 
O macaco no céu II
Passado algum tempo, o macaco voltou a incomodar. Novamente o representante foi até Deus e disse: “ninguém aguenta mais o macaco”. Então Deus perguntou; “não caparam o macaco?”. “Sim capamos”, afirma o representante. Mas agora ele quer ‘dar’ pra todo mundo! Moral da história: há candidatos em Cascavel como o macaco no céu; o negócio é bagunçar!
 
 
ESPECIAL: OS PREFEITURÁVEIS
 
Chico Menin (PPS) I
A participação no debate de quinta-feira do candidato a prefeito Chico Menin deu demonstração de conhecimento restrito para administrar um município com cerca de 300 mil habitantes. Com discurso retrógado, ultrapassado, fez o que sabe. Falou de sua gestão como prefeito de Santa Teresa do Oeste e não saiu da mesmice! Nada de inovador! Apenas se incomodou com a candidata Idalina Barreiros por ela estar mexendo nos papéis que levou ao debate. 
 
 
Chico Menin (PPS) II
Desconcentrou-se e apelou na hora de explicar o porquê da não participação das reuniões do Conselho do Trabalho quando chefiou a pasta do Estado em Cascavel. Mentira ou verdade, a explicação não aconteceu! Sua candidatura está mais parecida com a história do “macaco no céu” do que para ser um administrador de Cascavel.
 
 
 
Idalina Barreiros (PP) I
Apesar de ter um patrimônio político adquirido junto à população de Cascavel - por seus serviços prestados à comunidade como primeira dama por duas oportunidades -, dona Idalina não conseguiu se expressar como conhecedora de assuntos pertinentes à gestão pública. Enrolou e caiu nas explanações sobre a questão social - que conhece muito bem, diga-se de passagem.
 
 
Idalina Barreiros (PP) II
Pecou no discurso, engasgou, irritou seu adversário Chico Menin (sentado ao seu lado) ao mexer nos papéis que a acompanhava. Fez o que muito governante faria: limitou-se a responder o que tinha conhecimento; assuntos que não conhecia, veredou para outro lado. Mas teve dignidade de dizer que não sabia e de assumir que isso não seria empecilho, já que se eleita, terá para cada pasta um técnico, ou seja, estará cercada de assessores competentes para administrar Cascavel. 
 
 
 
Jorge Lange (PSD) I
Calmo, tranquilo, demonstrou certo conhecimento com relação à administração pública. Deu exemplos de projetos que deram certos em outros Municípios e que trará para Cascavel se eleito for. Porém, o discurso foi tímido, talvez devido à ligação que teve com o atual prefeito, já que exerceu cargo em confiança na Cettrans por três anos. Lange até que se esforçou em colocar na discussão projetos de seu plano de governo, mas não conseguiu.
 
 
Jorge Lange (PSD) II
O homem pode até comprar a história futura e a história do momento, mas não consegue comprar a história do passado. Esta fica registrada nos anais. Quando questionado por Rosana Nazzari, também candidata a prefeita, sobre sua administração à frente da Cettrans, Jorge Lange fugiu da resposta e procurou agir cautelosamente e preferiu dar exemplo de sua passagem quando assessorou o hoje deputado federal Eduardo Sciarra na ocasião que ele foi secretário de Indústria e Comércio do governo Lerner. Saiu pelas bandas, podemos dizer assim!
 
 
 
 
Lísias Tomé (PSDC) I
O ex-prefeito de Cascavel 2005/2008, o prefeiturável Lísias Tomé, na opinião de alguns que assistiram o debate, foi o que melhor se comportou no debate. Não atacou seus adversários, se limitou a falar do que fez enquanto prefeito. Algumas de suas citações, porém, citando obras de sua gestão, evocou muitos a voltar no passado e pensar se o discurso daquele momento foi de fato o que aconteceu na sua gestão. 
 
 
Lísias Tomé (PSDC) II
O candidato Lísias falou de suas obras e da estrutura que trouxe para Cascavel na sua gestão. Enfatizou a Polícia Federal, SAMU e a construção das Marginais da BR 277 e a construção do Contorno Oeste. Lísias não mentiu, mas cá entre nós, aumentou um pouco. Quanto à Polícia Federal, SAMU, parabéns, de fato foram trazidos por seus esforços; mas quanto a sua participação nas obras das Marginais e do Contorno, apesar de ter acontecido durante sua gestão, não mentiu, mas aumentou um pouco seu discurso! 
 
 
 
Edgar Bueno (PDT) I
O prefeito Edgar Bueno que está há duas gestões na frente da administração pública de Cascavel, tenta neste pleito a terceira gestão. A expectativa para o debate, na maioria das pessoas, era para saber como se comportaria este que a cada eleição protagoniza uma situação diferente. Deu no que deu! Protagonizou novamente um embate trazendo denúncias e desestabilizando assim, dois postulantes: Chico Menin (PPS) e Professor Lemos (PT). Não comprovou, mas atiçou seus oponentes. 
 
 
Edgar Bueno (PDT) II
No alto de sua performance como prefeito, Edgar atacou Menin dizendo que este não cumpriu sua tarefa à frente da Secretaria do Trabalho/Núcleo Cascavel. Levou o troco. Foi chamado de mentiroso, o que rendeu um minuto de direito de resposta para tornar afirmar que Menin recebeu sem trabalhar. O mesmo ocorreu com Professor Lemos, que foi questionado sobre o recebimento de salário sem trabalhar como professor. Lemos também deu o troco, chamando-o de mentiroso e fofoqueiro. Mais um minuto para Edgar reafirmar o que disse anteriormente. Assim, se percebe que Edgar não mudou, apenas adquiriu mais experiência!
 
 
 
Professor Lemos (PT) I
Deputado estadual por Cascavel, Professor Lemos (PT), homem de fala mansa e cadenciada, se mostrou calmo muitas vezes, só não quando Edgar o provocou. Mas no debate fez o papel de professor. Não o de um professor que entende de tudo, mas um professor preocupado não só com a educação, mas sim com a saúde da população - seja de Cascavel ou de outros municípios do Paraná. Invocou o governo federal do PT para consolidar suas propostas, mas não suportou a crítica quanto à redução do governo federal de verbas para saúde.
 
 
Professor Lemos (PT) II
Pode-se dizer que o candidato professor Lemos (PT) se preocupou mais em falar do global do que em projetos locais. Não declinou como vai fazer o choque de gestão na saúde com verbas diminutas do governo federal aos municípios, mas reafirmou perseguir a “gestão plena da saúde”. Na educação - sua área -, o ensino em tempo Integral (que tanto falam) passou despercebido pelo candidato. Uma ou duas citações e assunto encerrado. As super-creches, tão sonhada, ficaram nos discursos de que virão. Mas quando? Como deputado não poderia já ter vindo? 
 
 
 
Rosana Nazzari (PCB) I
A candidata do PCB, professora, analista e cientista política, e tantas outras especialidades, parecia mais uma “matraca” do que uma candidata centrada aos interesses e necessidades da população. Falou muito, repetiu discursos, sem um direcionamento do que é ser gestora política administrativa. Pelo conhecimento que possui na área era esperado muito mais desta que, muitas vezes tem se colocado como a “mudança” que Cascavel precisa na política. 
 
 
Rosana Nazzari (PCB) II
Nazzari falou de tudo e todos ao mesmo tempo. Escorregou na questão primordial de geração de empregos e rendas. Falou tanto do trabalhador, de governar com trabalhadores, mas esqueceu dos empregos da rede privada, dos benefícios aos empresários para instalação de empresas em Cascavel. A criação de conselhos para administrar o município é o seu lugar comum. Falou da gratuidade do transporte coletivo. Mas de onde sairá o dinheiro para alavancar estes programas? Executivo sem secretarias funciona? Parece-me que esta é mais uma candidata que se compara ao “macaco no céu”. O negócio é bagunçar!

2 comentários:

BOCA NO TROMBONE disse...

Ola Luizinho!
Vc esta coberto de razão, qto a esse debate dos prefeituraveis de Cascavel...eles não disseram nada com nada, e voltam com alquela lenga lenga de sempre, achando que nossos ouvidos são "pinicos" para ouvir tanta baboseira, alem do que e muito facil ser candidadto, e so ter um especialista em Marketing,idealizar um belo de um plano de governo, pois cumprir e acoisa que veremos depois..o povo não cobra nada mesmo!
Parabens pelos comentarios!

Anônimo disse...

Conhecimento restrito, retrógrado e ultrapassado, acredito que seja o seu, com este estilo de jornalismo antigo, velho e cafona onde diante as câmeras mal sabe se comportar... Respeite a democracia, como um jornalista de verdade faz, onde nao PUXA SACO, ou FAVORECE um ou outro candidato, que pelo visto vc é favorável a atual administração... Acho que vc nunca precisou ir há um posto de saúde para ver que as necessidades da população sao outra do que uma MERDA de um autódromo onde as pessoas comem tanta poeira que por fim acabam indo ao PAC, e nem sequer banheiro existe... Ser jornalista é ser ético e imparcial, nao faltando com a verdade nem favorecendo mentiras... Pergunto: quem vc é para distinguir se uma pessoa é capaz ou nao de administrar uma populacão de 300.000 pessoas??? Coloque-se em seu lugar e respeite as outras pessoas, pois indiretamente chamar a dona idalina de velha e incompetente.. Que ridiculo... Aprenda a apresentar um programa primeiro.... Ai assim quem sabe terá o direito de ser chamado de jornalista, coisa que nao é...