Coluna Luiz Nardelli

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segunda-feira, 16 de julho de 2012

Fatos de bastidores da política de Cascavel

Cinco minutos
Algumas situações inusitadas aconteceram antes dos registros de candidaturas no cartório eleitoral. O vereador afastado Mário Seibert (PTC) não seria candidato cinco minutos antes de efetuar a candidatura. Estava tudo acertado. Seu irmão, Mauro Seibert seria candidato. Pois não foi o que aconteceu. Cinco minutos antes, Mário, o vereador afastado, bateu o pé e registrou a candidatura. Rasteira no próprio irmão?


Estratégia
Alguns membros da coligação PPS/PTC alegam que a candidatura do vereador Mário Seibert – decidido por ele minutos antes da coligação efetuar o registro – foi uma estratégia do PTC, já que membros do PPS não viam com bons olhos a candidatura de Mário, por acharem ele possuidor de um grande número de votos. O caso é que estremeceu a base familiar dos Seibert´s a rasteira dada. Então se deduz que não houve estratégia, e sim uma rasteira no irmão para satisfazer o ego!


Balaio de gato
Ninguém consegue entender como os tucanos passaram de adversários do PDT em 2010 quando na escolha do governo do Estado, a companheiros neste pleito. A articulação que se desenhava há tempo, aconteceu, e o PSDB acabou mesmo coligado com o PDT do atual alcaide. Mesmo com os “esperneios” de alguns membros tucanos, o partido definiu e já está de “companheirinhos” buscando votos da população para manter Edgar Bueno no comando do Município.  


E agora Otto?
O vereador Otto Reis (PSDB) deixou o PDT em setembro do ano passado por entender que estava sendo perseguido dentro do partido. Filiou-se no PSDB e daí em diante vem lutando na justiça para manter a cadeira na Câmara de Vereadores de Cascavel. Com a coligação do PSDB com o PDT nesta eleição, inclusive na chapa proporcional, como fica agora a situação de Otto Reis?


Panos quentes
Irá a direção do PDT retirar o pedido da cadeira de Otto Reis que tramita na justiça eleitoral? Panos quentes serão colocados para não prejudicar a caminhada tanto de Otto na busca dos votos para se eleger vereador e não desgastar o atual prefeito? Bem, o tempo nos dirá, mas que é um fato, além de isolado, muito esquisito, isso é. Mas na política é assim: inimigo não existe, o que existe é “adversário”. Então, o que se vê no momento é que Otto e Edgar eram adversários e não inimigos.


Atrás do voto
Para membros do PSDB que não compactuaram com a coligação feita com o PDT e são candidatos a vereador, mesmo tendo de engolir a decisão da Executiva, tem discurso pronto. Correr atrás do voto: isso é o que vai levar eles à Câmara; o resto é conversa mole. Triste vai ser ver nesta campanha os vereadores Otto Reis e Léo Mion – ambos do PSDB e oposição na Câmara – participar de reuniões políticas na campanha com Edgar Bueno, candidato a prefeito nesta eleição. Como farão para não desdizer o que já disseram na Câmara?


Festa dos bichos
Na campanha eleitoral deste ano em Cascavel não faltará animais complementando o nome do candidato. Teremos a festa dos bichos. Existe registro de candidatos com nomes de Rato, Pintinho, Tartaruga dentre outros. Só não apareceu registro com o nome “jacu”, mais os pitaqueiros comentam em rodas de conversas que não apareceu porque “jacu” deve ser o resto dos candidatos. Pois “jacu” escasseia mais não acaba nunca.


Agora confirmado
Vilson de Oliveira (PMDB) depois de passar anos sendo considerado o grande articulador de candidatos a vereador e prefeito nos partidos que passou, agora será ele próprio candidato. Fazendo barba, cabelo e bigode no PPS em 2004, elegendo o prefeito, o vice e dois vereadores pelo PPS, agora confirmou sua candidatura a vereador no PMDB. Vilsão deixa de ser o estilingue nesta eleição, para virar vidraça. É candidato a vereador, estará no outro lado. Que lado? No lado de pedir voto para chegar a ser vereador, um lado que ele foi apenas orientador até o momento!


Padovani candidato?
Ainda é uma incógnita se o registro da candidatura de Nelsinho Padovani no PMDB vai ou não ser levada adiante. Todavia, é salutar dizer que em contato com a coluna, Nelsinho disse que ainda não decidiu, mas vai fazer uma reunião na semana que vem com companheiros e assessores para ver se continuará candidato.


Falta de articulação
Para Nelsinho Padovani (PMDB), a falta de articulação do partido em ter coligado com outros partidos na proporcional, deixou-o numa situação difícil, já que para ele, a direção do partido em Cascavel não pensou na representatividade do grupo, mas sim, nos cabeças do partido, e isto pode deixar o PMDB sem representante na Câmara. Nelsinho não esconde o descontentamento da falta de articulação do presidente Walter Parcianello em conduzir melhor o partido para que o PMDB pudesse ter uma maior representatividade.

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